Amanhecer com 4 anos


Entrou no quarto dos papás já de sorriso vestido, Parabéns meu anjo... Obrigado Obrigado... e foi um obrigado tão feliz...a mana a agarrar-lhe a cara e a beijá-lo, como se percebesse. Debaixo da almofada do papá saiu um Faisca, um Faísca McQueen como ele lhe chama, talvez as fadas tivessem lá deixado o carrinho, quem sabe... Uma manhã risonha e tranquila. Ao sair para a rua em sorriso ainda perguntou, e na escola vão todos dar-me os Parabéns? Claro que sim, como não, hoje o dia é teu, só teu, tão teu... e um bocadinho meu também que há 4 anos a esta hora já me estava a despir para te receber. Fazer-me mãe, a tua mãe.
No quarto a foto do dia mágico, o pai a contar que te vestiu. Com quê? quer saber. Com esta roupa que estás na fotografia... parecias um coelhinho com este chapéu com orelhas. Riu-se.
Que manhã tão calma e feliz.
4 sonoros anos... tão pequeno e já tão crescido... tão nosso, a conquistar o que e teu!
Felizes 4 meu anjo, felizes que sejam esses teus 4 e os outros que se irão multiplicar.
Daqui até ti.
Estou a sentir-me assustadoramente feliz e orgulhosa.... não cabe no bolso este abraço e estes olhos que se molham... assustadora e orgulhosamente feliz!

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Amanhã é dia de ser feliz

E hoje também, porque não? Mas amanhã contam-se anos completos que o meu corpo se rasgou e se fez mãe. Do ventre amanhecido se fez menino, o meu João.
Amanhã será dia de mais abraços, mais mimos, de velas cantadas. Hoje é dia de recordar os dias de antes, e os dias de depois... ser gente na mesma, mas diferente em mim. A mesma, mas mãe.
Hoje abraço-te a beleza e bebo-te nos olhos a meninisse... 4 já parece sonoro, grande, capaz... E ao mesmo tempo ainda te pões de pé em cima da cama para seres do meu tamanho. Às vezes queria que fosses grande, mas amanhã, hoje e depois vou tentar lembrar-me o quanto ainda és pequenino, o quanto ainda me cabes no colo, me pedes colo...
Esta semana que acabou foi difícil, longe do pai fizeste-te de novo bebé, um não sei comer, não sei calçar, não sei fazer... como que a querer dizer-me: mãe abraça-me que eu não quero crescer, quero ser teu e do pai e ter sempre colo. É hoje que o pai vem, é agora, já chegou? Feliz a recebê-lo no combóio, fizeste-te crescido e ficaste acordado, ansioso à espera. Feliz!
Meu rapaz, meu lindo e doce rapaz... quisesse eu cristalizar em imagens estes 4 anos e uma imagem desfila nos meus olhos fechados de memórias: o teu doce sorriso escancarado, os olhinhos fechados... a tua pose para a fotografia. Sorri João! Sorri!

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Ascendentes

João Touro
Todos os que têm Touro como Ascendente são conhecidos por terem uma forte personalidade e poder. Fazem as coisas ao seu ritmo natural, que por norma é lento, demasiado estáveis, este Ascendente confere aos seus nativos resistência quase total às mudanças. Teimosos e de ideias fixas, estes nativos têm metas muito bem estabelecidas, e como são materialistas, vão chegar ao sucesso devido ao seu trabalho e esforço contínuo. São muito sociáveis, mas discretos. Gostam de sair e estar com os amigos, mesmo quando estão sem sentido de humor, o que os pode tornar rudes e sem sentido de humor. Mas este temperamento deve-se à sua natural timidez.
Palavras-chave: poder, cautela, segurança, paciência.

Clara Escorpião
Todos os que têm Escorpião como Ascendente são conhecidos pela forte presença e teimosia. Convictos das suas decisões, não voltam atrás com a sua palavra. Não é fácil fazer estes nativos a mudarem de opinião, muito menos depois de já terem tomado alguma decisão. As pessoas nascidas sob o Ascendente de Escorpião têm uma espécie de dom, eles parecem conseguir ver para além da superficialidade das pessoas, conseguem ver a alma. Planeiam a vida muito cuidadosamente, anseiam estabilidade económica, valorizam o conforto, portanto trabalham afincadamente para chegarem ao sucesso.
Palavras-chave: teimosia, insistência, determinação, tranquilidade, poder.
 

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O Signo Sagitário dos dois

     Esta é uma criança do signo de Fogo. É exuberante, extrovertida e cheia de energia.    Quanto mais actividades ao ar livre, espaços amplos e abertos, melhor.   Não confina o pequeno sagitário em berços, quartos apertados, salas de aula, ou banco traseiro de um carro.   Eles não gostam disto.
    Preferem liberdade, ambientes grandes, janelas e ... horizontes.
    São, desde pequenininhos apaixonados por atlas, globo terrestre, mapas, documentários sobre regiões distantes, enciclopédias, colecções de Geografia, História etc... e tudo que mostre o tamanho do mundo. Para eles, enorme.
   
    Vão adorar as viagens, para qualquer lugar. E, não precisa vir junto papai, mamãe ou vovó. Pode mandá-los em excursões, com a turma do colégio, com a família do vizinho etc...
    São, desde criança, desapegados e independentes.
   
    Apreciam todo e qualquer tipo de desporto. De preferência ao ar livre. Os velocípede, as bicicletas, os skates, patins, kart , esqui serão sua paixão. Terão também uma outra fulminante paixão os cavalos. Adorarão montar a cavalo. Mas os velozes, que saltem obstáculos. Esqueceram-se que no símbolo do Sagitário, metade deles é cavalo? Foram feitos para viverem a galope e percorrerem grandes distâncias.
   
    Não os queira quietos, sentados, compenetrados, obedientes, enclausurados. Não são eles. Preferirão passar a maior parte do tempo fora de casa. Na rua, no clube, na praia, nos parques. A casa é muito apertada para eles.
   
    Uma saúde de ferro. Comem de tudo, o que pode acabar atacando o seu ponto fraco o fígado. Detestam o controle, as ordens, a rotina, os limites. Isto não rima com o fogo de Sagitário, nem com a seta do arqueiro (símbolo de Sagitário) voltada para o infinito.
    Não têm medo de nada. Nem de escuro, nem de ficar sozinho, nem dos bichos, nem de injecção. São fortes e corajosos.
   
    São crianças extremamente alegres e, com uma capacidade extraordinária de se divertir com qualquer coisa, em qualquer lugar. Fazem amigos com facilidade e sentem-se bem em qualquer lugar.
   
    Adoram os livros, os museus, as exposições e tudo o que guarde algum tipo de conhecimento. São curiosos e ávidos para aprender. Vale à pena investir numa boa educação. Podem ter um dom especial para as línguas.
   
    O pai deve ser alguém suficientemente culto e, bem informado, para responder às insaciáveis perguntas dos pequenos sagitarianos. Às vezes, perguntas que exigem alguma reflexão e capacidade de filosofar. Para eles, o pai deve ser alguém que sabe. Mas, deve ser também alguém alegre e, com um espírito otimista e, que tenha uma visão positiva da vida e do mundo.
   
    As férias e os lugares de lazer, para esta criança, devem ser ao ar livre, onde, ela possa ser deixada solta, podendo ir e vir a hora que quiser. Lugares onde reúnam muitas actividades desportivas, como os clubes de férias, também serão excelentes. Como adoram aventura, vão querer acompanhar os adultos ou, o irmão mais velho, nas trilhas, acampamento, escaladas, passeio de helicóptero etc... Nem passa pela cabeça deles, que eles precisam pedir autorização para fazerem o que querem. Nasceram assim, com essa alma livre, independente e, sem nenhum tempo para deixar de viver a vida, com o entusiasmo e alegria que ela merece. Eles não conseguem compreender como não se pode fazer alguma coisa que se queira. Quem disse? Não têm a menor tolerância para limites.
   
    Expansivos, como o seu elemento - o Fogo - precisam de tudo, muito. Um quarto grande, uma cama enorme para se esparramarem, um armário de muitas portas para guardar seus muitos brinquedos e, suas muitas roupas, uma grande mesa de estudo para espalharem seus muitos livros. Muitas folhas de papel em branco, para fazer seus muitos desenhos.
    Nada em Sagitário é pouco ou pequeno.
   
    Não precisam de muitos mimos, excesso de atenção, mimos e paparicos. Não gostam de que agarrem eles, abracem eles ou os beije muito. Trocam tudo isso por espaço, autonomia e liberdade. Esta não é uma criança frágil, nem carente.
    É insaciável sim. Mas, de brincadeiras, estímulos, curiosidade e ação.
   
    Logo, logo, aquele brinquedo ou carrinho bárbaro com o qual eles passavam horas se entretendo, ficam desinteressantes e, passam a querer algo novo, para substituir aquilo que perdeu a graça. Não se deve alimentar esta tendência sagitariana a essa insatisfação, causada pela perda rápida de interesse, pelas coisas já conquistadas e adquiridas. Precisam aprender a dar mais valor aquilo de que possuem e de que já está na mão. Caso contrário, reforçaremos esta má tendência dos sagitarianos de ir sempre em busca de alvos distantes e, de desprezar o que está próximo. Deve-se criar algum desafio para eles conquistarem as coisas, em vez de lhes dar tudo, o que eles pedem e querem. Eles não valorizam o fácil.

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Os nomes

Ana: Significa cheia de graça e predispões a criança a se tornar muito segura, graças à sua boa organização mental. Sua intuição lhe garante boas escolhas nos estudos, na profissão e no amor. Do hebreu "cheia de graça", "que tem compaixão, clemência".

Clara: Significa brilhante, ilustre e revela uma pessoa com forte senso crítico e muita racionalidade. Nem sempre os outros entendem seu autocontrole e seu perfeccionismo, mas essa é sua forma de lutar pelo sucesso. Geralmente, progride muito na vida. Do latim "brilhante, luzente, ilustre".




Francisco: relativo aos franceses e indica uma pessoa de carácter firme e audaz, mas que encontra problemas no relacionamento social porque quer que sua opinião prevaleça sempre.
 
João: Significa agraciado por Deus e indica uma pessoa com forte espírito de liderança. Impulsivo, às vezes é mal interpretado, mas seus actos sempre visam o benefício da maioria, pois possui nobreza de carácter.

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Registos da Princesa Clara

Temos dois mimos muito nossos.


Um é ela por a chupeta e agarrar-me a mão, para que encostá-la ao seu rosto pequenino, fico assim com a mão, entre a bochechita e a orelha e ela inclina a cabeça como se todo o seu peso fosse ali descarregado.

O outro é ela puxar-me e encostar a sua testa à minha dizendo enquanto se balança haaaaaa haaaaaa


Ambos são tão booooons.

Infelizmente não consegui fotografar porque ela vê a câmara e não quer mimos, só sorrir e tentar agarrar.

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Pérolas do Rei João

Muito manhã, dou-lhe o leite e encosto-me a ele ainda na cama.

(sim, por aqui ainda se chega aos quatro a beber leitinho no biberão... e para ser sincera, não tenho pressa nenhuma de o abandonar, e muito menos o João, é o seu lado bebé e o seu mimo de manhã e à noite)

- Mãe, eu sonhei com o Pinheiro, blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá e depois ele corria e eu blá blá bláblá blá bláblá blá bláblá blá bláblá blá bláblá blá blá e então blá blá bláblá blá bláblá blá bláblá blá blá... Num achas?


- hã hã... assenti no meio de algumas tentativas frustradas de recuperar mais 5 minutos de sono
- Olha!.... Vira-me as costas profundamente zangado - eu também vou começar a dizer-te hã hã para ver se tu gostas!
Acordei logo!*


****

Há uns dias:

Já atrasada fecho a porta.
Mamã vamos à vovó? Não, porquê? Tenho sede! Porque não pediste em casa?
Procuro as chaves, não tenho. Um berreiro descomunal. Ligo ao pai para não acordar a bebé.
Abre a porta pf!
Bebe a água. Certifico que levo as chaves de casa. Fecho a porta. A chave do carro ficou em cima da mesa. Abro a porta. Pego nas chaves. Fecho a porta.
Mãe estás zangada? Não.... (Humpf, manhãs...)

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A nova Fábrica

Depois de tanto tempo de ausência, e da Fábrica há muito ter perdido os desenhos que eu tinha feito, resolvi mudar-lhe o rosto. Um incentivo ao registo. Ainda está em modo beta... espero resolver alguns problemas em breve.
Aqui iremos continuar a morar.

NOTA: Não estou a conseguir perceber o que se passa com a caixa de comentários... espero resolver em breve)

Nota 2: Resolvidos os comentários... agora deixaram de funcionar os links que estão lá em cima... mas isso vai ser resolvido.

PROBLEMAS APARENTEMENTE RESOLVIDOS --> Fim das Obras

Bem vindos à fábrica de cara nova!

--> Abaixo post muito longo de actualização

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de longe e de perto

Tenho me mantido afastada destes registos, com medo, talvez, de que as palavras venham acompanhadas de algum lamento ou que não tenham de recheio as cores com que gosto de pintar a vida. Hoje, no meio da resolução, para quê lamentar quando tens de mudar... resolvi limpar o pó a esta fábrica que amo de coração, onde tantas vezes deposito o meu coração de mãe e quase sempre, no fim de algumas linhas de prosa, o suspiro amoroso me invade o dia. Quase em todas as vezes, saio daqui mais leve.

Sei que já são poucos os que nos acompanham, muitos foram ficando cansados deste mundo virtual e outros acabaram por desistir de cá vir, tantas foram as visitas em que não havia novidades. Sei que o segredo de um blog frequentemente visitado é assiduidade com que fazemos registos e também a assiduidade com que visitamos os outros blogs de conteúdos e interesses semelhantes. Neste toma lá dá cá, da qual não sou propriamente perita, devo dizer que apesar da cada vez serem mais espaçadas estas minhas palavras, também cada vez é maior o apresso que tenho pelos que visito e que me visitam. Mães (essencialmente) que partilharam tempo de barriga, que viram acontecer mais ou menos ao mesmo tempo, o nascimento do meu e dos delas e que aos poucos fomos conhecendo e abraçando em palavras.

Ao ler algumas coisas menos positivas em cantinhos vizinhos, descubro que no meio dos blogs mais badalados e visitados há também à mistura um pouco da maldade que existe no mundo. Pessoas, que como eu, ao se exporem, expõe-se à crítica, à inveja, à maldade. Em 4 anos e meio de blogosfera, posso dizer que é para mim uma enorme felicidade ter apenas encontrado pessoas que aqui (e na antiga Fábrica de Fazer mundos) vieram deixar o seu apreço, a sua amizade, o seu carinho e até o seu ombro.
Muitos passam desde sempre... alguns em silêncio, outros a quem eu não posso devolver a visita (ccoimbra... veliam....). Já foram as visitas que me incentivaram a tentar a assiduidade. Neste momento, sinto um grande peso na consciência, por ter iniciado este registo e por não estar a conseguir manter: porque facilmente me esqueço dos episódios mais engraçados... porque frequentemente penso, vou escrever isto, e depois quando venho acabo por não o fazer (mais ou menos como agora)...

São os meus filhos que aqui me trazem, sendo que para quem ainda tem a coragem de aqui passar, deixo esta primeira parte e o meu imenso abraço, pois no meu coração estão também as peripécias dos que por este excêntrico mundo virtual vou conhecendo. Fica a advertência que esta que aqui está sou eu, mas não sou eu por completo, é o pacote mãe que aqui deixo e será sempre assim. Talvez nas entrelinhas se conheça a mulher por detrás das palavras, talvez a quem me veja por outros lados (virtuais ou reais) consiga perceber a mulher para lá da aventura da maternidade. Mas esta é aquela que eu escolhi deixar aqui.

A partir daqui ficam os meus pequenos, aos representantes das caixas de comentários, aos leitores anónimos, aos que já vieram, aos que um dia chegarão. Fiquem connosco enquanto ficarem por bem. E aos que tantas vezes me deixam palavras, mimos e abraços... saibam que também moram cá dentro.

*********

Somos 5 há 11 meses e dois dias. Tanto mundo que mudou dentro de nós. As rotinas. As exigências... as surpresas. A casa tem vida, tem alegria, tem desavenças, tem advertências, tem surpresas e até mistérios. Isto é crescer. Penso e digo (em mim e para eles). A mana já cresceu? Pergunta o João menino e impaciente. Já fala? Já anda? E depois diz feliz à tia: A minha mana já brinca. Já Já! Sentados na sala, na manta dos brinquedos rodeados de almofadas e dos meus olhos. Calmos às vezes. Outras em silêncio quebrado por um repentino acesso de não gosto de ti afinal. São mil os olhos que os bebem. Às vezes também a pressa de que cresçam, outras a vontade de que o tempo pare e cristalize a paz que nos envolve. A três é como andar de montanha russa, tamanhas são as emoções. Um teenager sabe ser responsável e "tomar conta" dos irmãos, mas também sabe provocar, sabe testar os limites, principalmente do furacão João. É uma casa cheia. Cheia de tudo, de amores e de surpresas. De suspiros, de abraços. E por vezes também de gritos e de cansaços.

Repetem-se os dias, agora mais rotineiros. Pela primeira vez e depois de passado o primeiro mês de adaptação o João pede para ir à escola. De manhã, depois do seu tempo morno de acordar, diz que não quer ficar em casa, que quer ir e alegre chegamos para mais um dia. Em mim ainda o arrepio acontece, se penso no dias afastados, nas horas que me parecem imensas... e apesar de saber que é um óptimo lugar e que os benefícios no seu comportamento e personalidade são mais que visíveis, são factos... não consigo deixar de pensar que quase 4 anos é muito pouco para tanto tempo afastado de nós. Coisas de mãe piegas que tento não pensar em demasia.

O João está crescido, um senhor dizem alguns, mas ainda se nota alguma falta de estabilidade no seu comportamento, à conta da vinda da irmã... muito exigente, um pouco conflituoso, e sempre pouco hábil em saber lidar com as contrariedades. Tudo tem que seguir o ritmo normal e habitual, uma pequena coisa que saia da rotina, um acidente, uma surpresa são motivos para gritos, choros... desespero. Nas horas calmas é conversador, espirituoso, gosta de brincar e cada vez o faz melhor. Tem alma rica e olhos que espelham e reconhecem o mundo. Sabe interpretar, tirar conclusões maduras e surpreender com coisas que nós nunca lhe tínhamos explicado. Lembra-se de todas as histórias de todos os livros e gosta de palavras novas, de histórias novas de mundos de fantasia que tece com as suas mãos e os seus sonhos. É a idade da magia, da dualidade... confunde sonhos com realidade e às vezes tem pesadelos dos quais é dificil esquecer. Os terrores nocturnos ainda acontecem, felizmente são raras as vezes... já os enfrento com mais serenidade. Abraço-o, conforto-o com palavras doces, e espero que passem os gritos e choros e que o sono vença-o de novo... É o meu rapaz, ele não é apegado a mim, é colado... a mãe é tudo e é nada. Para mim são os maiores mimos e os maiores conflitos. O pai sabe impor melhor a sua autoridade e precisa de muito pouco para o por na linha... comigo tudo é mais medido, a corda esticada até quase quebrar. Passei dias (e em momentos ainda me deixo vencer) em que me vencia pelo cansaço. Mas mãe também aprende, a dominar o cansaço e o desespero... a procurar a calma e principalmente, em encontrar o caminho. Dei por mim a exigir demais, queria que fosse mais autónomo, mais desapegado, menos bebé... e não resultou. Hoje andamos na barca da aprendizagem, todos, a gerir todas as emoções e a encontrar o ponto de equilíbrio entre o ser bebé e já ser menino.

A Clara cresce ao seu ritmo, à sua vontade, bebé sossegada que gosta de atenção e mimo. Adora os irmãos... é a menina do papá e com ele divide as manhãs em mimos, sonos e descobertas. É fácil de contentar e de alegrar... e se está inquieta, normalmente são as necessidades básicas que falham: dormir, comer ou fraldinha. Teve uma segunda otite esta semana, mas é difícil perceber que está doete, não ganha febre nem se mostra inconsolável, só um pouco mais irrequieta. No feitio calmo e alegre que dura a maioria do tempo, começaram a aparecer rasgos do seu lado mais cinza. É ciumenta e não consente que pais, avós ou irmãos dêem atenção a outros bebés que não ela... reclama logo com a sua voz forte e um aaaahhhh zangado e mexendo com força os braços. Tem mão certeira e afasta o que não quer determinada. É dócil, mas não é fácil de levar... Já sabe o que é não e Ah! e faz logo um beicinho que é uma delícia. Se lhe dizemos não, a maioria das vezes desata mesmo a chorar. Aprendeu a apontar e mesmo ao colo aponta tudo o que quer e para onde quer ir. à pergunta onde está a Clarinha, aponta a barriga e diz tata ou tati. E diz olá frequentemente... Faz xau com a mão pequenina. Dá uns beijos de boca aberta muito bons. Não gosta de ficar em pé, nem de andar, faz força para se sentar. Consegue-se por a pé agarrada, mas não o faz frequentemente. Rasteja como um tropa, e ensaia o gatinhar, mas a barriga gordinha puxa-a para o chão. Encosta a cabeça a minha e faz aaaaaaa, uma delícia nossa.

Gosto de os ver juntos e ficar com a certeza que foram o melhor que a vida me deu. Apesar de todos os cansaços, de todas as dificuldades e dos dias não serem leves. Apesar de mim e apesar de tudo... todo o meu mundo tem aqui um sentido muito grande. Gerir a vida não é uma coisa fácil, requer método, paixão e muita muita energia. Hoje (apesar de um braço que resolveu enferrujar) o sol beijou-me a pele e disse-me apenas isto: Força!

E fica a faltar post com as conversas e peripécias do principe João... em breve, para breve....
E os aniversários estão quase a chegar... e o natal...
E tanto que fica sempre por registar...

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