do João... de finalista a caloiro...

E num tempo nasceu, e em dois tempos se pôs andador, e em três tempos se tornou falador, e em menos que nada chegou o tempo dos porquês. e de tudo um pouco experimentou: passou de bebé a sonhador de super-heróis. criador de monstros de papel, contador de histórias. agitou as nossas mentes com os seus repentes. Aprendeu a ficar, por vezes, sossegado. Mostrou que nem sempre sabe estar calado. Teve muitos sonhos em que voou e outros tantos em que chorou, se houvesse cão, ou monstro ou susto que na noite o surpreendesse. E é menino de cedo deitar e também de cedo acordar. E passou a usar um acessório de charme para ver melhor. E este ano falou, talvez, de amor... e de namoradas. E no seu mundo as palavras começaram a ter lugar, e procura ler quase tudo o que vê. E escreve como fala, como lhe parece. E cada vez escreve mais e melhor. E já lhe fiz o aviso... nada de ir dizer à professora da primária "Eu já sei"....pois falta aprender com correção. E de cartola na cabeça e bengala na mão... emocionou-nos ao vermos o quanto cresceu. Continua teimoso e muito provocador, mas brinda-nos diariamente com as suas palavras meigas, um gosto de ti, tão quente e doce. Não aprendeu ainda a lidar com a frustração, e enfurece-se se algo não corre bem. Foi o ano de aprender (quase) a nadar, de perder o medo da  água. E vive um misto de esperança e curiosidade pelo novo que por aí vem, e já uma saudade daquilo que fica para trás. E pergunta-me muitas vezes como irá ser, esse novo tempo, essa nova escola. Nem eu sei e dividimos sorrisos e ansiedades nesta espera. Como sempre, sofro desejando um todo perfeito. Uma aceitação imediata, um voo planado sobre o dias novos. Haverá livros e cadernos, e um estojo de lápis de pau... e uma mega mochila, tão grande. E as manhãs mais ditadoras nos horários. Pediu-me um despertador dizendo: Se ele tocar eu sei que tenho de acordar. Contra fatos não há escusas. Este é o Verão, aquele Verão, em que ainda antes de crescer, terei o meu menino ainda com os olhos cheios de dias em que as actividades, o parque da escola eram um delicioso prazer... Que venham outros dias, com outros rigores, mas que o seu prazer por aprender e descobrir os tornem igualmente excitantes.

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ainda da Clara

Porque está na hora de pensar em mudar para uma cama "de grandes".
Ontem, para que se adaptasse, tirei a grade móvel da cama de grades.
A Clara durante a tarde achou um piadão em poder usar a sua cama livremente, entrando e saindo conforme lhe apetecia. Brincou em cima da cama, decorou-a.

Mas ao chegar à hora de dormir a coisa não foi tão fácil, chorou que se desunhou. Queria os buracos.
- Quero aqui os buracos! Eu quero os meus buracos! - Dizia entre soluços e lágrimas. Não entendemos logo o que eram os buracos, mas depois percebemos que era a maneira dela dizer que faltava ali a grade...
Tentamos acalmá-la explicando, mais uma vez, que em breve teria uma cama igual à do mano, sem "buracos". Aos pouco foi-se acalmando e lá adormeceu, não muito convencida.

A surpresa deu-se de manhã, quando orgulhosa e já ao pé da nossa cama, declarou:
- Saí da cama sozinha!


A minha bebé está, eventualmente, pronta para mais uma mudança.

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da Clara

Em estado febril do início da Varicela.
contexto: cama dos pais.
hora: meio da madrugada.

Clara: Eu estava no tecto e não chorei, depois vim pa baixo. (...pausa...)  o tecto, está sempe calado... não tem boca...
(...pausa...)
não tem nariz...

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da Maternidade

"A maternidade traz uma alegria inestimável,mas também tráz tédio,cansaço,tristeza. Nada é capaz de causar tanta alegria,tristeza,orgulho e cansaço,pois não há nada tão difícil quanto ajudar um ser a desenvolver sua própria individualidade, sobretudo quando lutamos para conservar a nossa."
( Frases e Pensamentos de Marguerite Kelly e Elia Parkson) Mensagem sobre Dia da Mãe

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Aqui e agora, esse é o tempo, o nosso tempo

Prefácio:
Voltado ao abandono durante largos períodos, eis que o espaço me parece cada vez mais frio e menos meu. De vez em quando venho namorar-lhe os posts antigos, admirar-me com o tempo que passa, ou reler as poucas memórias que aqui vou deixando. Este não é um baby blog, é um mother blog, o meu... sempre na perspectiva de me voltar para eles, e de um dia aqui terem algum registo dos dias de menos memórias.
Aqui volto, desafiada, por alguém... por que há muito que me apetecia voltar e porque preciso de tempo, tempo para amadurecer as palavras no céu da boca, tempo para olhar as imagens que passam, tempo... apenas. E chegar-me aqui de coração palpitante e dedos ávidos de letras, soando os dias em frases sempre desafiadoras.

Introdução:
Este post centra-se no facto de que não existe outro tempo, não há nada para além do agora, e este perspectivar de que no Aqui é que está o tudo, deixa-nos com uma saborosa sensação de poder. Infelizmente a ansiedade, o desejo e até a voracidade de outros momentos, deixa-nos muitas vezes a viver num agora esquecido, e a projectar sempre o depois, o depois e o depois.

o Sumo Espremido:
Que dias! Tomo-lhes os braços e pouso o seu peso menino no meu colo, sempre embevecido. E o pensamento traiçoeiro voa muitas vezes para o futuro. Agora, digo-lhe imperativamente. Agora. E ele volta (o tempo, entenda-se), mas fica a imagem retida num cantinho dos segundo que passaram: de: um dia não quererão este colo, um dia não se colarão a mim neste jeito que aquece a pele. Agora! O agora é o momento do belo e do grotesco. Da idade das descobertas, da surpresa com o que dizem, dos sorriso brilhante e da mão doce sobre a minha mão. E também é o tempo do desassossego, do não faças isso, do para quieto por favor, do quantas vezes eu já disse... do. Agora, é então o quê? Este balançar, este estou bem e estou desesperada, este amo-vos tanto, sobressaltado por um façam pouco barulho por favor.
Os dias não são sossegados, a casa enche-se, ora de gargalhadas, ora de gritos (com as gargalhadas posso eu bem, agora com gritos) e há sempre agoras mais surpreendentes que outros.

O João gosta de filosofar sobre a vida, e apesar de muitas vezes ser um menino birrento e impaciente, tem alturas em que o seu entendimento da vida e das gentes é algo profundamente avassalador (fico muda ao ouvi-lo, não posso dizer-lhe que ele entende assim tão bem as maldades, as injustiças, seria cruel) e eu remeto-me à escuta silenciosa e a perguntar-lhe, sempre, porque pensa ele assim.

A Clara repete, recicla e reinventa o mundo a cada observação, observa cada detalhe minuciosamente e brinda-nos sempre com comentários repletos de exactidão (se não tivesse a esforçar-me por ser um bocadinho cuidada neste discurso, diria em jeito popular que "não lhe escapa nada"). Na sua pequenês doce começa Agora com as birras mais fortes. Chora, grita, desunha-se. e num repente passa, e a sua calma volta parecendo que nada aconteceu.

O Agora é: este querer não marear, tal a força das orcilações de humores. De manter o "balance", de levar-lhes sempre sorrisos, ainda que em certos dias, por trás do sorriso, exista cansaço de outros Agoras que não o deles.

pós-Agora
No que se segue, para não alongar este primeiro de muitos textos em que os nossos agoras brotarão como cogumelos nesta fábrica, no que se segue, existe este caminhar. Este: primeiro é isto que importa, estas minhas miniaturas de gente, que sendo pedaço dos meus, tantas vezes, estilhaços de gente, são quem me agrega, quem me sustém e quem enche de unidade e quem me recentra, de cada vez que o meu espírito, às vezes ainda imaturo, às vezes ainda adolescente, cai na banalidade de não saber o que fazer pós-Agora.

ainda poderia ser dito (ou Anexos)
O João terá amanhã a sua festa de finalistas do Infantário e eu estou numa ansiedade e nervosismo que não se compreendem.
A Clara passou toda a semana com mais uma das suas crises de bronquios.
Tive dois dias seguidos em que não estava em casa na hora de os deitar, e não sei aprender a lidar com isso sem sentir sentimento de culpa
Eu às vezes ainda não sei o que quero ser quando eu crescer... e os meus pequenos devem de algum modo sofrer com isso
De tantas alegrias que me dão, a maior delas é um simples e espontâneo, de nariz colado, gosto de ti.
Eu queria trabalhar apenas das 10h às 17h e depois deles dormirem...

Reflexão:
Não foi de uma eloquência fantástica, mas dado ao tom ressacado da escrita, acho que serve para querer voltar. Breve, com mais agoras, sins e porquês.

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Dias que sangram por dentro

Há dias que sangram por dentro, dias em que nem sempre se encontra a solução para o equilíbrio. Dias que não se repetem, ficam lá atrás como uma mancha na lembrança. Corroem o peito devagarinho e persistem na sensação de que podíamos ter feito mais, podíamos ter feito melhor.

Há o dia em que ele me pergunta ao final da tarde porque eu não estava a ver o desfile dele do carnaval, o dia em que chora porque eu não pude ir à escola no dia da mãe, o seu dia de aniversário na escola em que as velas não foram sopradas nem com o pai nem com a mãe. Há os dias em que chegamos tarde e o abraço parece querer desculpar-se, em que o beijo gostaria de gritar que não vai mais acontecer. Há os dias em que a manhã os deixa ainda adormecidos e que há que bater a porta ainda antes de eles se levantarem. E ainda o explicar doentio que este ano talvez não consiga cumprir a promessa das férias, porque não será possível fazermos férias todos juntos, toda a família. 

Esses dias são punhais afiados, lágrimas sufocantes de revolta. De um não devia ser assim, não podia ser assim… tem de haver outro caminho, outra solução.
Sobre uma outra luz entender que a família é embrião de tudo, comunhão de afectos, nascimento de indivíduos. E que se tivermos de falhar, que não seja ali. Se tivermos de faltar, que não seja a eles. Se tivermos de nos ausentar, que não seja do papel maior de pais e de mães.

Respeitar seria o mote. Valorizar o tempero e Apoiar seria o caminho.
Respeitar a família enquanto núcleo base na formação da sociedade.
Valorizar o tempo que se ganha em família como essencial.
Apoiar o cidadão de modo a que ele possa equilibrar o tempo produtivo laboral e o tempo produtivo em família.

Passando no momento presente por um período muito delicado da minha situação laboral, temo que estas palavras possam ter um peso de algo que não deveriam conter. Mas a verdade é que toda a minha luta interior e exterior existe porque acho que estão a por em causa algo que é superior a qualquer emprego: a minha família.

O que eu proporia, se o meu grito deixasse de me sufocar o peito e pudesse ecoar no ouvido dos poderes instituídos seria algo que de tão simples parece absurdo ser necessário dizer.
Um mercado de trabalho que se entenda justo e cooperante, em que em troca de um serviço, que não são apenas as horas laborais mas as tarefas que realmente se realizam, recebemos uma compensação monetária. Mas que poderá ser realizado de inúmeras maneiras e não apenas das 9h às 18h. Todos temos de produzir, é um facto. E se pensarmos num empregado de uma linha de produção em que tudo acontece em cadeia, dificilmente se poderá sustentar um horário flexível. O mesmo acontece com um actor que esteja a ensaiar uma peça com mais 3 ou 4 ou 10, faltando um não é possível realizar o trabalho. E não podemos ignorar estas dependências e estas cadeias laborais, que fazem com que o acontecer não seja só de um, mas de vários. Mas mesmo dentro destas interdependências pode haver um caminho de repensar os horários de trabalho, da realização de jornadas contínuas, da planificação semanal e por tabelas dos horários, tudo isto consagrado já na nossa lei.

Para outros trabalhos, no qual me enquadro, existe grande parte do esforço que é realizado a solo. Nesse caso é muito mais fácil ajustar a jornada a necessidades pessoais. E no caso de ser necessário acompanhar a família, poderia ser possível realizar um banco de horas de compensação. Ou até mesmo, sobreviver na ausência de imposição de horários, mas realizar o trabalho por tarefas: e aqui reside a verdadeira transformação de mentalidades.

A uma pessoa que trabalhe à tarefa e não por horário:
É-lhe imposta a tarefa X que ela vai terminar em 2 horas. O empregador tinha calculado que ela demoraria 3. No dia seguinte o empregador vai dar-lhe a tarefa X mais a tarefa Y, pois ela afinal trabalha mais depressa que o suposto. Isto sucessivamente. A verdade é que a maioria dos empregadores, não está preparado para que o seu colaborador despache o trabalho mais rápido do que era suposto. É mal visto, ou é sinal de que o volume de trabalho deve ser aumentado.

O trabalho por objectivos deve ser valorizado e apoiado. E a gestão do tempo de trabalho também pode ser feita de acordo com a vida pessoal do trabalhador. A grande revolução, para mim, reside aqui: em respeitar que o colaborador, funcionário ou trabalhador tem uma vida pessoal e que esta deve ser respeitada.
Num mercado de trabalho ideal, é necessário que sejamos produtivos, que compensemos a empresa caso necessitemos de dar apoio familiar extra. Mas para isso é necessário motivação e respeito.

É necessário que o dia-a-dia seja pensado de forma a cobrir as necessidades laborais, pessoais e familiares. A minha proposta é de um dia de trabalho que termine mais cedo e que permita deste modo dar mais acompanhamento à família. Em caso de tarefas que possam ficar por fazer o trabalhador poder fazê-las na sua gestão de tempo, cumprindo os objectivos que foram colocados em conjunto.

Uma proposta concreta que queria aqui deixar, tipo nota de rodapé, é que a lei permite a que se acorde um part-time até a criança fazer 12 anos. O que sugiro é que a semana laboral para pais e mães com filhos até aos 12 anos passe a ser de 30 horas semanais (6 horas diárias, mais ou menos) e que 
a contribuição à segurança social possa diminuir, nesse período, de modo a que o salário líquido não seja tão afectado. O empregador garantiria o salário bruto mas diminuiria o seu encargo com a segurança social. (seria uma espécie de apoio ao acompanhamento familiar…)

O que eu queria mesmo, era não ter tantas vezes o peito a sangrar, porque mal chegamos a casa é hora de deitar, por dizer aos meu filhos que não posso ser eu a levá-los à escola, que não posso estar no dia da mãe… que vão ter de soprar as velas sozinhos…de lhe dizer que ainda não sei se nas férias da escola vou poder estar com eles...

Este texto faz parte de um movimento que surgiu com o mote Revolucionar para Flexibilizar:
Aderi a este movimento, porque acho que vivemos uma inversão de valores, que é importante produzir, mas mais do que isso é importante viver e respirar fundo, sem sangrar.

+ info aqui:

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Por um mundo de trabalho mais flexivel

O repto foi lançado inequivocamente, alguém apelava a que neste dia de 28 jogássemos ao jogo e se!
E se.... pensei eu, que o que mais desejo há muito muito tempo é alguma flexibilidade dentro das organizações em que me vou inserindo.
Antes fez-se o preâmbulo no pensamento: recordações do tempo da licença de parto (em que trabalhei parte dela a partir de casa)... recordações da segunda licença de parto, em que desenvolvi um projecto artístico há muito planeado.
Sou menina de variados ofícios, de saltitantes ideias, de gostar de pão e também gostar de queijo, e de gostar, antes de mais, de ter as mãos cheias de coisas que vou criando, que vou alimentando, que vou amando.
Preâmbulo numero dois: Depois do nascimento dos meus filhos foi necessário recusar coisas a nível laboral que os prejudiquem... e com isso a dita "carreira" compromete-se... recusar estar em viagens dois meses durante o ano... recusar horas extras... coisas que impliquem que o dia a dia deles se comprometa.
A verdade é que apesar de continuar a desejar fazer uma tonelada (e mais meia) de coisas, de continuar a ter mil e um projectos a quererem sair da gaveta a prioridade é o bem estar deles, o equilíbrio e o máximo de tempo disponível para as suas meninices.

O dia a dia fora das 9h às 18h... eles no seu depósito-de-meninos, no qual confio plenamente mas com a angústia do número de horas em que lá são deixados... e no parco número de horas que sobra para que em conjunto ensaiemos modos de ver o mundo, brinquemos com nuvens brancas ou fiquemos simplesmente entre sorrisos e olhares perdidos.

Depois do preâmbulo deixo o rectângulo, o meu desejo, o meu e se (unida ao movimento dos part-time lovers)

E na minha visão imediata o que vislumbro é um fantástico tempo, bem dividido, apurado com minúcia e em que as mães ou os pais, ou os que assim o entendessem, laborariam no tempo em que os pequenos deveriam ser consagrados à escolinha. Na pública termina às 15h30 e a essa hora terminaria a jornada de trabalho (contínuo já daria umas 6h e 30) A partir dessa hora brotariam abraços, gargalhadas, parques inundados de sorrisos... onde se ganharia o tempo, o tempo da formação, o tempo do equilíbrio, a formação cívica, a dos valores, a das boas maneiras seria ministrada ali, nos jardins, pelas ruas, à beira mar, perto dos rios, pelos pais... pelos cuidadores e não empurrada para os professores/educadores que têm de se desdobrar para fazerem todos os papéis que os pais deixaram de ter tempo de fazer...
E eu poderia aqui dizer que esse tempo de educação pela família era um serviço público, e que até devia ser remunerado, mas não chegarei tão longe. Vou dizer que era um serviço imprescindível, desejável e que só poderia trazer melhores cidadãos para este nosso mundo. (Ao invés um chega a casa pelas 19h ou 20h e entre fazer uma refeição, um banho e deitar, quanto tempo sobra que a nossa visão do mundo passe para os pequeninos olhos que esperam tanto de nós?)
Chegar-se-ia a casa numa aura feliz, a tempo de preparar uma slow-food, em conjunto, de a fazer em família, demorando-nos nas conversas. Ganhando tempo.
Os meninos cedo se deitam, e o tempo volta a poder ser do trabalhador. Neste after-hour o part-timer poderia deixar de o ser e usá-lo para a partir de casa realizar o que ficou pendente, terminar algum projecto. Ou no meu caso, usá-lo para as outras mil e uma coisas que tenho na manga com muita vontade de as fazer sair.
A minha defesa do part-time é a da possibilidade de ter cidadãos com uma formação em família, gente que se une por elevar a instituição mais perfeita de todos os tempos, embrião de afetos, gestora de sonhos e alavanca de tantos projetos.

Um part-timer que trabalhe menos horas, pode realizar as mesmas tarefas, pode compensar fora de horas com maior volume de trabalho, e pode ainda fazer algo por este nosso mundo, que é deixar filhos com as mãos (e os olhos) cheios de sementes de esperança para este nosso mundo!

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