A duas cores









Por mais que pensemos que a vida é o que é. Ela tem sempre a capacidade de nos surpreender!


Penso em mim há uns 8 anos atrás, e nunca imaginaria que o meu pote de ouro, no fim do meu arco-íris, estaria afinal , à minha espera, aqui, tão dentro!




Ainda faltam muitas e longas caminhadas, objectivos traçados, sonhos desenhados... ainda faltam muitas caminhadas... mas no final de nenhuma delas eu me sentirei tão recompensada.




São muitas as dúvidas, os medos, o certo e o incerto, do que fazemos e do que não fazemos, por eles e por nós.




São muitas as dúvidas, por isso caminho, as respostas, com certeza, estarão algures nesta estrada.

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Pouco a pouco

Os dias ganham cores diferentes, quando a intensidade é a sua principal característica... "Se eu não te amasse tanto assim" era a música que se ouvia no bloco de partos, quando tu nasceste João. Chegou num CD há tempos, que a sempre afilhada Cláudia enviou. Hoje as lágrimas correram na lembrança desse dia em que te tornaste para sempre meu.
Os dias são intensos... mãe a 100% de dois. O médico aconselhou mais umas semanas em casa, ou seja, todo o mês de Janeiro, serás assim, quase só meu. É difícil, é extenuante... é querer fazer mais do que ver filmes animados em dvd, e o frio e a falta de imaginação não deixarem. Neste hibernar tão nosso, fico muitas vezes a sentir-me culpada de não ser mais paciente, de não ser mais tua. A mana vai-nos dando algumas horas sossegados... mas às vezes estamos os dois à beira de um ataque de nervos, demasiado ocupados: eu a impor limites, tu a testá-los. Não sou mais teu amigo... e o coração habitua-se a não fraquejar. Ir a casa da Vovó, sair meia hora para passear na rua, se o sol nos brinda, são acontecimentos solenes e que te deixam feliz. Sei que não terei tempos semelhantes a este na minha vida... todo o tempo do mundo (ou quase) para os meus filhos... e no entanto não consigo encarar isto como uma benção, pois pesa-me demais.
Hoje ser mãe é mesmo ser MÃE, e ainda assim tão inexperiente e tão pouco para a tua imensa sabedoria e energia de filho.
Dou-te a mão, um braço, outro braço (como na canção) um abraço. Meu. Tão meu!

*
Continua carinhoso com a mana... na maioria das vezes, mas já não disfarça que às vezes ela enerva-o um bocadinho, pois rouba-lhe tempo e rouba-lhe colo. Mas passa a vida a dar-lhe beijinhos e continua a querer lambê-la. Talvez poruqe desde a gravidez que cantamos juntos a música da Ana Faria "Oh Clarinha olha as pombas" e que termina com um "já não sei quem é mais doce, se são as pombas... se és tu!..." Passa a vida a prová-la para saber a resposta...
Ela cresceu, há 15 dias pesava 3,550kg e media 48,5cm... hoje devia ir à balança, mas tá uma chuva tão triste... já lhe reconheço alguns choros, o da fome, tão de menina... o do sono, quando não consegue adormecer sozinha, tão desesperado. E das dorzinhas, encolhendo-se e agitando pés e mãos. Ainda tão doce e frágil... ao mesmo tempo... tão eternamente nossa...


Obrigada a todos que por aqui passam, querendo-nos bem, pensando em nós. Obrigada por estarem aqui!

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Devagar

Devagar se volta à rotina... as férias foram em casa, como de quarentena, a recuperar do internamento, a tentar fortalecer as defesas. O diagnóstico diz broncopneumonia, a médica apelidou-a de ligeira. O antibiótico e nebulizações fizeram melhorias, e o João saiu do hospital a tempo de passar o Natal em família. O internamento foi complicado, pai e mãe alternando a companhia. Felizmente é a dois minutos a pé de casa. A avó estagiou cá em casa e velava o sono da Clara, a mãe voltava para a mamada... ao fim de três dias... o leite parecia menos, mas felizmente com o regresso a casa do pequenito as coisas normalizaram.


Em casa com todos, foram assim estes dias de festas, e ainda o João se mantém por casa até nova consulta dia 7. A tosse melhorou mas ainda persiste. O rastreio de alergias deu negativo, apenas parece ter uma grande sensibilidade no pulmões e as doenças e os virus parecem ir alojar-se sempre neste orgão.

Depois de mais de duas semanas dentro de portas no sábado, aproveitando a hora mais quentinha fomos os dois andar um pouco a pé, coisa tão simples que o deixou tão feliz....

A mãe anda cansada, os sonos são intervalados, de manhã o João sempre acorda muito cedo.
A mana é muito sossegadinha, vale-nos isso e o os filmes de dvd que adora ver e rever... e assim evitamos que passe o dia a correr pela casa.

Os dias regressam devagar à normalidade, se é que alguma vez regressarão... pois tudo o que agora é normal, é também diferente.

Para todos os que se encontram nestas palavras os nossos votos de muita luz e muita saúde para 2009, tudo o resto acreditem que aos poucos se conquista!

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