Mais uma moeda mais uma volta
Novo raio X e análises... tudo certinho, só falta mesmo ir mostrar ao médico... e não é que o rapaz hoje acorda de madrugada cheio de febre...
:(
| à(s) sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Novo raio X e análises... tudo certinho, só falta mesmo ir mostrar ao médico... e não é que o rapaz hoje acorda de madrugada cheio de febre...
:(





| à(s) quarta-feira, janeiro 28, 2009
| à(s) quinta-feira, janeiro 22, 2009
Os dias ganham cores diferentes, quando a intensidade é a sua principal característica... "Se eu não te amasse tanto assim" era a música que se ouvia no bloco de partos, quando tu nasceste João. Chegou num CD há tempos, que a sempre afilhada Cláudia enviou. Hoje as lágrimas correram na lembrança desse dia em que te tornaste para sempre meu.
Os dias são intensos... mãe a 100% de dois. O médico aconselhou mais umas semanas em casa, ou seja, todo o mês de Janeiro, serás assim, quase só meu. É difícil, é extenuante... é querer fazer mais do que ver filmes animados em dvd, e o frio e a falta de imaginação não deixarem. Neste hibernar tão nosso, fico muitas vezes a sentir-me culpada de não ser mais paciente, de não ser mais tua. A mana vai-nos dando algumas horas sossegados... mas às vezes estamos os dois à beira de um ataque de nervos, demasiado ocupados: eu a impor limites, tu a testá-los. Não sou mais teu amigo... e o coração habitua-se a não fraquejar. Ir a casa da Vovó, sair meia hora para passear na rua, se o sol nos brinda, são acontecimentos solenes e que te deixam feliz. Sei que não terei tempos semelhantes a este na minha vida... todo o tempo do mundo (ou quase) para os meus filhos... e no entanto não consigo encarar isto como uma benção, pois pesa-me demais.
Hoje ser mãe é mesmo ser MÃE, e ainda assim tão inexperiente e tão pouco para a tua imensa sabedoria e energia de filho.
Dou-te a mão, um braço, outro braço (como na canção) um abraço. Meu. Tão meu!
*
Continua carinhoso com a mana... na maioria das vezes, mas já não disfarça que às vezes ela enerva-o um bocadinho, pois rouba-lhe tempo e rouba-lhe colo. Mas passa a vida a dar-lhe beijinhos e continua a querer lambê-la. Talvez poruqe desde a gravidez que cantamos juntos a música da Ana Faria "Oh Clarinha olha as pombas" e que termina com um "já não sei quem é mais doce, se são as pombas... se és tu!..." Passa a vida a prová-la para saber a resposta...
Ela cresceu, há 15 dias pesava 3,550kg e media 48,5cm... hoje devia ir à balança, mas tá uma chuva tão triste... já lhe reconheço alguns choros, o da fome, tão de menina... o do sono, quando não consegue adormecer sozinha, tão desesperado. E das dorzinhas, encolhendo-se e agitando pés e mãos. Ainda tão doce e frágil... ao mesmo tempo... tão eternamente nossa...
Obrigada a todos que por aqui passam, querendo-nos bem, pensando em nós. Obrigada por estarem aqui!
| à(s) segunda-feira, janeiro 05, 2009
Devagar se volta à rotina... as férias foram em casa, como de quarentena, a recuperar do internamento, a tentar fortalecer as defesas. O diagnóstico diz broncopneumonia, a médica apelidou-a de ligeira. O antibiótico e nebulizações fizeram melhorias, e o João saiu do hospital a tempo de passar o Natal em família. O internamento foi complicado, pai e mãe alternando a companhia. Felizmente é a dois minutos a pé de casa. A avó estagiou cá em casa e velava o sono da Clara, a mãe voltava para a mamada... ao fim de três dias... o leite parecia menos, mas felizmente com o regresso a casa do pequenito as coisas normalizaram.
Em casa com todos, foram assim estes dias de festas, e ainda o João se mantém por casa até nova consulta dia 7. A tosse melhorou mas ainda persiste. O rastreio de alergias deu negativo, apenas parece ter uma grande sensibilidade no pulmões e as doenças e os virus parecem ir alojar-se sempre neste orgão.
Depois de mais de duas semanas dentro de portas no sábado, aproveitando a hora mais quentinha fomos os dois andar um pouco a pé, coisa tão simples que o deixou tão feliz....
A mãe anda cansada, os sonos são intervalados, de manhã o João sempre acorda muito cedo.
A mana é muito sossegadinha, vale-nos isso e o os filmes de dvd que adora ver e rever... e assim evitamos que passe o dia a correr pela casa.
Os dias regressam devagar à normalidade, se é que alguma vez regressarão... pois tudo o que agora é normal, é também diferente.
Para todos os que se encontram nestas palavras os nossos votos de muita luz e muita saúde para 2009, tudo o resto acreditem que aos poucos se conquista!
| à(s) sábado, dezembro 20, 2008
e cedo coração de mãe se rasgou ao meio. Dividindo-se entre o aqui o ali. Entre os dedos segurar os seus rebentos e ampará-los aos dois.
O João foi ontem internado com nova infecção respiratória... estão a investigar porque é tão recorrente. Mas tê-lo e mantê-lo no hospital, não poder estar lá com ele o tempo todo... ter aqui a Clara que precisa também tanto de mim.
Faz sentir esta imensa dor, a de não poder me rasgar em duas e ser para cada um deles sempre presente.
O João está aparentemente bem... inquieto pelo tempo que tem de passar em lugar tão impessoal... o pai vela-lhe as noites... e durante o dia vamo-nos substituindo.
Felizmente o hospital fica a 2 minutos a pé de casa.
Felizmente a avó dá, não só uma mão, mas o corpo todo.
Esperamos que descubram o que tanto tem massacrado o nosso menino.
| à(s) quinta-feira, dezembro 18, 2008
Rogou o pai por vários dias que a menina não se decidisse a nascer no dia 6, aquele dia 6 que tinha vindo a ser planeado ao longo de meses, aquele dia 6 que o prenderia, com trabalho mas também com uma imensa vontade de o fazer. A mãe fez a sua parte, continuou a manter-se quieta, já o tinha aprendido há 3 anos, já o vinha a fazer há 7 semanas, seria então mais um dia de repouso. Uma irritação que não se explica, e alguns nervos que deviam ter-se mantido longe da pele dominaram esse dia 6, mas no corpo da mãe, nem uma contração dolorosa, nem nenhum outro sinal de que o sossego pudesse ser quebrado. Geralmente estes dias prolongam-se em noites, assim o pai e o seu filho maior estavam ocupados na sua tarefa e a mãe deixou-se, como o faz tantas vezes, adormecer enquanto via um filme e o seu João descansava na sua cama linda como gosta de lhe chamar. Pelas 3h da manhã uma dor forte assolou no fundo da barriga, e que dor... ao primeiro movimento um pouco de líquido se perde... apenas um pouco, levantando uma dúvida, na mãe supostamente experiente... uns passos até á casa de banho e... mais um pouco de líquido. A dúvida cresceu. Com a mania de pesquisar tudo na internet, a mãe ligou o PC e tentou perceber se seria apenas uma perda de líquido ou se a bolsa teria mesmo rompido. Descobriu o seguinte "a bolsa de água pode rebentar e o líquido ir saindo aos poucos, pois a cabeça do bebé tapa a saída" e ao mesmo tempo um jorro de líquido verte-se do seu dentro, acabando com as dúvidas. Telefonou ao pai que terminava o jantar após a jornada de trabalho. Vai nascer... e qual pronuncio de obdiência esperou que o pai trabalhasse, que jantasse... ficando apenas por tomar um café que até seria bem vindo para enfrentar a madrugada. Chegaram a casa o pai e o filho maior já a mãe se preparava para um rápido duche, assim lhe tinham dito que devia fazer. Os filhos ficariam em casa, o maior olhando pelo mais pequeno, os pais de malas aviadas rumaram ao hospital. Na urgência a reposta às perguntas ensonadas foi só uma: é para nascer. Ainda mandaram a mãe a uma triagem, de quanto em quanto tempo tem dores: a resposta um pouco sarcástica, aqui se confessa, tive uma ali a fazer o registo e estou a ter outra agora... subimos ao bloco. A auxiliar vem também ensonada, seriam umas 4 horas da manhã... recebeu o livro, o recado das águas rebentadas, mas não tem dores pois não? Sim. Muitas... diz a mãe que já não conseguia sentar-se. O pai estava arrebentado do dia... mantinha-se sentado para balançar o cansaço. Entrou o médico, cuja careca enganou a mãe e fê-la pensar que era o único médico que ela não queria ali ver. Felizmente foi um engano. A auxiliar passou com dois cafés na mão... O médico fez a observação e preparou o internamento... 3 dedos de dilatação disse ele à parteira. Mandaram a mãe despir-se, mandaram o pai ir para casa... que viesse pelas 9 horas, e ainda iria assistir ao parto que isto são coisas que sempre demoram. A mãe já se contorcia, perguntou pela anastesista, a parteira riu-se, já quer anastesista, tudo tem o seu tempo, ainda é cedo. Os pais despediram-se, voltaria às 9... se não nascer até lá. Não fosse o extremo cansaço e talvez ele tivesse discutido que tinha o direito de ficar. Mas assim não aconteceu, voltou a casa, para junto dos dois maiores. A mãe estava aparentemente calma, a hora tinha chegado, às 37 semanas, não às 30, não às 34... mas às 37, por isso estava feliz. Já perto das 5h, deitaram-na na cama ao lado da cama, onde havia nascido o João, as dores apertavam, a parteira veio observar, o médico já tinha desaparecido. Afinal os 3 dedos eram 5... não havia muito tempo, chamou-se (finalmente, pensou a mãe) a anestesista. Uma senhora de meia idade e voz atabacada, apareceu mais ou menos pelas 5h30, fez a incisão, e fez uma segunda incisão pois o corpo da mãe tinha decidido sangrar de mais... o alívio apareceu em 10 minutos, talvez menos... ficaram com a mãe até ela dizer que a dor tinha abrandado, e depois afastaram-se, conversavam ao longe. Mais 10 minutos e a mãe começa a sentir uma enorme pressão, eram 6h e 5 minutos, lembra-se a mãe de olhar. Chamou a parteira, era a hora de nascer. A anastesista, que tinha ficado por ali, a parteira e a auxiliar vieram acudir ao nascimento, o médico não tornou a aparecer. Fez-se a força, doía um pouco mesmo lá em baixo, era a cabeça a aparecer... e mais força, três ou quatro vezes, e um corpo, que naquela altura aos olhos da mãe parecia alado, foi-lhe pousado sobre o seu, ainda o cordão pulsava e umas mãos pequeninas agarravam as suas, contou-lhe os dedos, olhou os dos pés e encontrou a perfeição e a sua respiração a voltar ao normal. Levaram a menina para a vestir. A mãe ficou a ser costurada, de uma laceração que parecia não ir acontecer...
A menina, agora vestida de princesa foi colocada no colo da mãe, tinha um choro miudinho, um gemido e não se o leite do seio da sua mãe. Chamou-se a pediatra, para ouvir o gemido que não passava... levaram a menina, voltaram com ela para se despedir com um beijo de mãe sufocada. A menina agora despida de princesa, mas com o seu espírito ainda alado pela vida que apenas acontecia, foi levada para uma redoma de luz e calor, onde recuperou durante o seu primeiro dia.
O resto da história, vai sendo contada, pelos dias que desfilam, pelas vidas renovadas que uma nova vida sempre impõe.
O resto da história conta dias felizes, horas em que se balança amor com cansaço, alegria e preocupação.
O resto da história conta que algures dentro de uma casa, onde dentro de um ventre, um dia uma princesa se gerou, fruto de uma surpresa que o destino ofereceu, vive uma grande e feliz família
O resto da história fica para um depois... agora... a princesa acordou!
*mais que breve parto, não o relato