Lilypie Fifth Birthday tickers

Lilypie Second Birthday tickers

Fala Fala Fala Fala

Fala com pelos cotovelos o João, fala com a mãe, fala com o pai, fala com o mano, repete o que falamos, fala com os avós... Gosta de inventar falas para os seus animais de peluche, como se fosse um marionetista. Fala mais, fala tanto e fala direitinho... vai aprendendo conceitos novos, e esses espantam-me, mais do que as palavras, aos poucos aumentando o vocabulário, corrigindo as frases, gaguejando, voltando atrás, até acertar:

das últimas conclusões dele:
- Vovó diz-se mãe... mamã diz-se filha...


Esta noite sonho com uma vaca que lhe fez doi doi no pé... não sei que espécie de vaca seria... mas acordou muito assustado... só descansou quando o pai foi lá correr com a vaca malvada...


Todos os dia faz o seu drama para ver se evita a escola...o João fica a dormir...o João fica com o papá... o João não quer ir à escola, o João fica na sala com a mamã... há-de pensar que ficamos em casa o dia todo enquanto ele vai "trabalhar"... hoje chegou ao carro e atirou-me um: o pai é o amor do João... (e nunca o leva para a escola hehehe)... sorri e lá fomos...

Na escola ainda faz de vez em quando um beicinho... acho que é a maneira dele mostrar que nos prefere... mas depois fica bem...

e a melhor de todas as novidades... xiiuuuuuuuuu que é para não estragar..... pelo menos no último mês tem dormido a noite toda... xiiiiiuuuuuuuu.... acorda pelas oito mais ou menos... senta-se na cama e chama muito muito alto... mamãaaaaaaaaaa... mamãaaaaaaaaaaa.... queeeeeerooooooo leitiiiiiiinhoooooooooooooo....

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breves

- João, Vai à sala que está lá o pai!
- Não, está nada.
- Está, Está filho.
- Não, está nada! (e eu é que sei....)
- :s

***
- O que fizeste hoje na escola, João?
- Dói-dói!

ao outro dia:
- O que fizeste hoje na escola, João?
- Dói-dói!

mais outro:
- O que fizeste hoje na escola, João?
- Dói-dói!

(E mais nada...?)

***

- O Xereke é mau!
- Não filho o Shrek é amigo.
- Não... o Xereke é mau!

***

- Onde vamos?
- Vamos á escolinha filho.
- onde vamos?
- à escola...
- onde vamos?
- ...

***

- mamã, anda... quero iogurte (e puxa-me pela mão)
- vai buscar filho (em tom de brincadeira, claro)
- eu?! (incrédulo)
- sim filho, vai à cozinha buscar o iogurte...
- eu?! (ainda mais incrédulo...)
- sim filho tu.
- ... não conxigo!.... (admirado por eu não o saber...)

***

todos os dias:
- Vamos para casa filho? (a avó vai buscá-lo à escolinha e fica lá até eu chegar)
- Não! Quero ficar na casa da vovó.

no mínimo desconcertante

***

Depois do pai ter tirado a barba:
- A barba pai?
- Não está, fugiu...
- Fugiu?
- Sim.
...
- Dudu? Tens a barba do pai?

***

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o Tempo é nosso



Tempo Perdido
Legião Urbana

Composição: Renato Russo

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...

Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...

Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...

Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...

Tão Jovens! Tão Jovens!...



Para ti meu teen cabeludo... com toda a calma do mundo... és tão jovem... és tão jovem... um dia o céu que desejas será teu! Selvagem... forte... assim és... Chegaremos lá... estamos a lutar por isso meu anjo!

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difícil explicar

esta quantidade de sentimentos por narrar, nesta tua, nestas nossas vidas... sou de escrita difícil... as palavras são ligeiras, em catadupa, quantas vezes apenas na cabeça... sem papel... e tantas vezes esquecidas... remetidas para um qualquer plano secundário nas nossas vidas... as mesmas palavras que são o meu maior tesouro, a minha maior fortuna porque tão caras, e tão raras... e tão minhas.

A fábrica do João é um pouco do teu mundo, sem pretensões de ser um diário.... sem pontuações exdrúxulas das nossas vidas... é apenas a tua fábrica, onde eu queria deixar os sonhos em aberto, e que como páginas os pudesses folhear, e na tua própria engrenagem, pô-los em movimento, em contrução.... dar-lhes a pintura, o acabamento.

A Fábrica do João... hoje mora muito para além desta cyber página, deste hiper texto, onde me deixo e te deixo. Nas tuas tantas palavras com correcção e cuidado, que te atreves devagarinho para que se pronunciem correctas.... uma a uma como se entre cada palavra houvesse uma vírgula longa onde mora o teu pensamento que se prepara para a próxima.

E por vezes também as minhas palavras não tem uma, mas tem inúmeras vírgulas entre elas e isso dificulta o discurso, porque em cada vírgula atrevem-se a vir morar alguns punhados de razões e de escusas para que o registo nasça e te faça justiça.

quantos anos tens: dois (exibindo os dedos todos e depois só dois)
O, João, chama-se, João
O, vovõ está, sempre, do, quintaal...
Este, é, o Dudu....

O João, ficau, de castigo... o João, bateu, na mamã...

O, João, não quer, ir, pá sala, dos, cufias (rufias - nome da sala na escolinha) o João, quer, fica, na sala, da mamã...

e tanto quanto a ínfima parte de ti é registado, quanto de mim se frusta por não conseguir, aqui... deixar a tua alegria, a tua energia, o teu egoísmo, o teu mimo, a tua meiguice, as tuas desculpas, as traquinices... e por isso, tantas vezes, o registo iniciado é concluído por falta de provas conclusivas que as palavras são mesmo aquelas que te espelham...

hoje deixo a esperança... que renasça desta Fábrica... a verdadeira Fábrica do João... aquela onde ao fazer mundos se constróem os sonhos.... os teus sonhos

que seja doce o teu sonhar.

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Noddy João e fim de dia

Feito à mão... pela mãe e pela avó:



Nasce um Noddy João....


Contente e feliz...
Mas não quis repetir...


Talvez amanhã se o Sol deixar...





Ao fim do dia de folia no infantário, enquanto fui buscar água que me pediu ao deitar...

encontro-o assim:


Feliz porque os livros e as histórias estão a morar em ti...
Um dia quem sabe, serás tu a morar nas histórias.

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caíu

da cama...

Julgava-o protegido... há já um mês que dormia na sua cama grande, sem grades, rodeado de almofadas, mantas bem presas e uma cómoda que servia de amparo.
Deve ter conseguido destapar-se.
Ouvimos um estrondo...

Não consigo descrever o tamanho do susto, da angústia e até do remorso por ter pensado que podíamos prescindir do protector (é sempre tão sossegado a dormir)...

não encontrei galo ou pisadura... apesar de tudo acalmou rapidamente, ficamos à conversa com ele um bocado, para ver como reagia...

Logo vou às compras!

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O Fim dos Dias seguido de relato quase a cru dos tempos que vão passando

O Fim dos dias
Tem este sabor inexplicável dos abraços, dos beijos esperados, da porta aberta exalando o calor da casa. O sabor do perto e do aqui, e da feliz repetição, nada casual, que faz com que, depois de um longo dia, voltes a ser meu e eu volte a ser tua.
O Fim dos dias tem esta magia, seja noite ou ainda claro, de te ouvir a pedir colo, a enrolares-te no meu pescoço, e me ofereceres esses olhos brilhantes e tão cheios de um mundo que eu não conheço porque as palavras não verbalizam.
O Fim dos dias é um repente e alucinante acontecimento, tão breve que parece um suspiro, sucedendo-se em catadupa, alternando afazeres com sorrisos, banhos e gargalhadas, jantares e brinquedos no chão da sala.
O Fim dos dias... é doce... é breve... é silêncio vestido de penumbra, que te adormece ao meu lado, respirando sossegado, quem sabe... a sonhar com outros fim de Dia!

relato quase a cru dos tempos que vão passando
Vão passando e passando, e falta o tempo para o registo, das palavras que como uma explosão brotaram graciosas logo a seguir aos 2 anos completos. Já há frases usadas com grande correcção e outras em ordem inversa ao comum (treina para poeta)... continua a gostar muito da Pi (chupeta) e esse é o maior entrave para a conversação, é necessário insistir que se fala com a chupeta não conseguimos entender. Diz muitas vezes 'não quer', ensaia os tu's e os eu's os teus e os minha's, nem sempre correctamente usados mas tentando. A mãe é minha (sabe tão bem)... chama cantando mamãaaaaaaaaa. Diz bigado, faxabori. E tem uma tendência para terminar as palavras com um 'i' quenti, bã nôti, bã tardi... Sabe de cor várias músicas, mas as palavras não saiem tão bem como quando fala, faz antes uma cantilena com sons semelhantes e aproximados e algumas palavras à mistura. Dá beijinhos muito bons, e uns abraços... brinca ao faz de conta dando de comer e adormecendo os seus bonecos. Dorme já na cama "gandi" (a cama gandi do Xoão, que xira!!!!) acompanhado do Urso, da menina-pirilampo, e agarrado ao Noddy... mas tem de a mãe ficar ao seu lado até o sono o agarrar. Gosta de tocar "tambori" e "harmótica" e piano na casa dos primos... Nos últimos 3 dias não chorou para ficar no infantário, antes desses chorou sempre... também não quer ao fim da tarde vir embora de lá. Janta na casa da avó que o apnha ao fim do dia esfomeado e às vezes janta também com os pais já em casa. Emagreceu muito nos três meses (de Setembro a Dezembro) em que alternou laringites, bronquites e amigdalites, alimentava-se de antibióticos e leite... mudamos de médico, a nova pediatra consegui estabiliza-lo e desde Janeiro que se mantém com saúde e recuperou o apetite, parte do peso e sobretudo a cor da face que voltou a ser rosada. Adora o seu mano e todos os dias pergunta por ele, aponta a cama, cama do Dudu, aponta a cadeira vazia à mesa... é do Dudu. Continua a gostar de animais e a reconhecê-los: a avó tentou, a seu pedido desenhar uma vaca, ele apontou: não não não isso é um "popotame"... Voltou a gostar de tomar banho, depois de um banho com o primo Thiago - passou a encarar a actividade como uma brincadeira, complicado é fazê-lo sair: "xoão fica banho, xoão nadari" e deita-se de barriga para baixo todo satisfeito a bater com os pés. Consegue perguntar vinte vezes seguidas "o que é isto?" e mesmo que tenha resposta repete e repete até se distrair com outra coisa, voltando à carga: "o que é isto?". Adorou o Natal, a árvore, os pais natais, os bonecos de neve, as prendas... Pede para "nanari" quando tem soninho, gosta de fazer cóssegas, brincar a fazer castelos, pregar sustos escondendo-se (mal) e fazendo em seguida um buuuuuh muito convincente. É complicado ir com ele a um restaurante pois o limite de tempo que aguenta sentado a uma mesa é muito curto. Gosta de passear, mas gosta mais de colo do que do carrinho ou de andar a pé. Ainda faz birras, mas dois meses atrás eram bem piores. Gosta de ouvir "música fixe" com o mano. Ao fim de semana pede para ir para a sala ver "boneques" mas à semana quer ficar a dormir... bate na almofada e chama "nana mamã"... É muito impaciente e teimoso... mas também é muito meiguinho e engraçado. Continua a encher a casa e a dar cor aos dias, aos fim de dias e até aos sonhos.
Delícia de ouvi-lo dizer: Fancisco Xoão!

E como ainda não tinha dado (pelo menos neste espaço) as boas vindas a 2008, deixo uma estrela que ilumine quantos ainda vão passando por aqui, pacientemente aguardando palavras.
Que este seja um ano simplesmente Brilhante!

Para nós será iluminado pela prima Alice que chegará por Abril e pelo primo ou prima que virá por Agosto... (a tia anda babada por antecipação e muito feliz com este crescimento na família)

Um até mais breve!

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